A testosterona é um hormônio androgênio presente em homens e mulheres, em quantidades diferentes. No homem, é produzida principalmente nos testículos e responde pelas características masculinas, pela produção de espermatozoides, pela libido, pela massa muscular e óssea e por parte da energia e do humor. Na mulher, é produzida em menor quantidade pelos ovários e pelas glândulas adrenais e também participa do desejo sexual, dos ossos e dos músculos. Tanto a falta quanto o excesso causam problemas, por isso qualquer reposição exige diagnóstico e acompanhamento médico.
Como a testosterona age no homem
- Desenvolvimento masculino: na puberdade, engrossa a voz e estimula pelos, crescimento do pênis e dos testículos.
- Fertilidade: participa da produção de espermatozoides.
- Libido e ereção: influencia o desejo sexual e contribui para a função erétil.
- Músculos e ossos: ajuda a manter massa muscular, força e densidade óssea.
- Sangue: estimula a produção de glóbulos vermelhos.
- Energia e humor: níveis baixos podem trazer cansaço e desânimo.
Os níveis caem lentamente com a idade, e algumas condições, como obesidade, diabetes e uso de certos remédios, podem reduzi-los mais. Os sinais de queda estão em testosterona baixa: sintomas no homem.
Como a testosterona age na mulher
- Desejo sexual: é um dos hormônios envolvidos na libido.
- Ossos e músculos: contribui para a manutenção de ambos.
- Base para o estrogênio: parte da testosterona é convertida em estradiol.
Na mulher, o excesso é mais comum que a falta e aparece, por exemplo, na síndrome dos ovários policísticos, com acne, aumento de pelos e irregularidade menstrual. Veja também testosterona baixa: sintomas na mulher.
Mulher pode tomar testosterona?
Pode, mas com indicação restrita. O consenso internacional de sociedades médicas de 2019 reconhece um uso com respaldo: mulheres na pós-menopausa com diminuição do desejo sexual que causa sofrimento (transtorno do desejo sexual hipoativo), depois de avaliação completa, em doses próprias para mulheres e com controle dos níveis no sangue. Fora disso, como para emagrecer, ganhar músculo ou “mais disposição”, não há respaldo.
O excesso de testosterona na mulher pode causar acne, aumento de pelos, queda de cabelo, alterações no colesterol e sinais de virilização, como voz mais grave e aumento do clitóris, que podem não regredir mesmo após a suspensão. Por isso, implantes, géis e injeções sem indicação e sem monitoramento são um risco.
Como a testosterona é medida
O exame de sangue costuma ser colhido pela manhã e pode incluir testosterona total, livre e SHBG. O resultado é interpretado junto com os sintomas, e em geral precisa ser confirmado em mais de uma coleta. Entenda os tipos em testosterona livre e total: o que cada exame mostra.
Quando a reposição é indicada
No homem, a reposição é considerada quando há sintomas compatíveis e níveis baixos confirmados em exames, depois de investigar a causa. Antes de iniciar, o médico avalia próstata, sangue, desejo de ter filhos (a reposição pode reduzir a fertilidade) e outras doenças. Mais detalhes em reposição de testosterona: como funciona e para quem.
Perguntas frequentes
Testosterona é só um hormônio masculino?
Não. Mulheres também produzem testosterona e dependem dela, em quantidade muito menor que os homens.
Testosterona ajuda a emagrecer?
No homem com deficiência confirmada, a reposição pode melhorar a composição corporal, mas não é tratamento para emagrecer. Na mulher, não há indicação para esse fim.
Posso usar testosterona para ganhar músculo?
O uso sem indicação médica traz riscos ao coração, ao fígado, à fertilidade e, nas mulheres, efeitos que podem ser irreversíveis.
Qual o melhor horário para o exame de testosterona?
Em geral pela manhã, quando os níveis são mais altos, seguindo a orientação do laboratório e do médico.
Se você tem sintomas ou dúvidas sobre os seus exames, veja como agendar a consulta de reposição hormonal com o Dr. Túlio, em São José do Rio Preto (SP) ou online.
Referências: Davis SR e colaboradores, Global Consensus Position Statement on the Use of Testosterone Therapy for Women, 2019; Bhasin S e colaboradores, Testosterone Therapy in Men with Hypogonadism, Endocrine Society Clinical Practice Guideline, 2018. Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica.